Vou aprontar de novo 24/11/2005
Quem foi no show passado viu que eu tentei.

Levei um CD com músicas do Beatallica (banda que mistura Beatles e Metallica, num resultado hilariante) para variar o que fica rolando no Dinossaurus Rock Bar, antes do início do nosso show.

(E quando digo "variar", significa "evitar aquele maldito DVD com tributo ao Raul Seixas")

Mas não adiantou, porque agora que tem telão no Dinos, "tem que rolar vídeo". E assim nosso público pôde se deliciar novamente com... tributo ao Raul Seixas.

Mas para esta sexta, haha, estou providenciando vídeos.

Os fãs do "Tributo ao Raul Seixas" que me perdoem.
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Postado por em 24/11/2005

Os americanos são muuuuito melhores... 23/11/2005
Tudo bem que Bush e companhia fazem a gente ter uma idéia muito ruim dos americanos.

Mas depois de viajar umas vezes pra terra do Tio Sam, eu comecei a ver o lado bom.

Lá também tem pessoas bacanas, de mente aberta, idealistas e criativos.

Mas o que eu mais admiro nos americanos é a capacidade deles de organizar e "empreender". Alguém imagina isso no Brasil:


Hall da Fama do Rock n'Roll, em Cleveland - EUA.

Trata-se de um PUTA museu do rock. Lá dentro tem coisas tão impensáveis quanto a roupa ainda suja de sangue do John Lennon ou as cartas trocadas entre o pai do Jim Morrison e a diretora da escola dele...

Espetacular...


Carro do videoclipe do ZZ TOP, exposto no Hall da Fama do Rock n'Roll, em Cleveland - EUA.

Ah, e pra os que estiverem curiosos sobre minhas viagens, visitem meu fotolog!É só clicar aqui ou na foto abaixo!!!


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Postado por Paulo Mancha em 23/11/2005

Já temos onde cair mortos! 18/11/2005
Algumas semanas atrás, fui tirar a famigerada carteira da Ordem dos Músicos do Brasil, caso contrário não poderia tocar no SESC.

Vou poupar a todos da já cansativa discussão sobre a obrigatoriedade desse documento.

Mas queria mostrar algo pitoresco...

Depois de fazer um teste mequetrefe e, claro, pagar quase R$ 300 em taxas disso ou daquilo, finalmente saiu a carteirinha.

E com a carteirinha veio um jornalzinho que, segundo a funcionária que me atendeu, continha os "vários benefícios concedidos aos membros da Ordem".

Abri correndo o jornalzinho! Pensei: "Uau! Benefícios! Tipo colônia de férias? Descontos em instrumentos? Meia-entrada?!!!"

Mas nada disso...

O jornalzinho, que, por sinal, é de outubro de 2003, exibe as tais "vantagens". Havia três ao todo:

1- Desconto de 15% em obras de uma livraria, a Irmãos Vitale. Tá, vá lá...

2- Curso de Teoria Musical. Legal, né? Só tem um problema: é dado em dias de semana, das 14h às 18h. Afinal, músico é vagabundo mesmo e não tem profissão de dia...

- E o melhor de todos:
SEPULTAMENTO GRATUITO NO MAUSOLÉU DA ORDEM, NO CEMITÉRIO DO ARAÇÁ.

Não acreditam? Então vejam, tinha até foto no jornal!



Realmente, isso é ótimo!
Agora os músicos já têm onde cair mortos!!!
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Postado por Paulo Mancha em 18/11/2005

Dinossauros Rock Bar, a casa do Tubaína 16/11/2005
Parece que foi ontem. Eu trabalhava em Pinheiros e, numa tarde de maio de 2000, estava indo até o Frans Café, pensando onde mais poderia fazer shows do Tubaína.

O CD "Polka Vergonha" tinha acabado de sair e, naquela época, a nossa única opção para divulgá-lo era o Alternative Rock Bar, que ficava na Mourato Coelho e era considerado o "templo das bandas independentes".

Só que o Alternative, infelizmente, tomou a trajetória da maioria dos bares desse tipo: serviço horroroso, higiene lamentável, equipamentos de som precários e muito descaso com os músicos (nunca recebi um tostão lá e ainda tive de ver os caras estragarem a festa de lançamento do CD Polka Vergonha por pura indiferença - mas essa é outra história, que eu conto depois...).

Pois é, tem banda que se sujeita a isso. Mas eu estava cansado de lugares assim. Como chamar seus amigos e parentes pra ir num lugar onde o banheiro tem fósseis de cocô na privada?

Era por isso que eu estava num beco sem saída naquela tarde de maio de 2000.

Foi aí que eu me deparei com um bar desconhecido, cheirando a novo e com nome pra lá de estranho: The Nossauros.

Era umas cinco da tarde, tava aberto e então eu entrei. Fui recebido com extrema simpatia pela dona, uma tal de Silvana, que me pediu um CD da banda para analisar. Olhei o bar e... meu, ele era pequenino, mas super-bem cuidado. E nada de fósseis no banheiro!

Não passou nem um mês e nós já estávamos tocando lá.

E assim a coisa rolou desde então, cinco anos de uma parceria muito bacana, em que os dois lados se deram bem.


Primeiro show do Tubaína no então "The Nossauros Rock Bar", em 15 de junho de 2000


O Dinossauros (o nome mudou em 2003... melhor assim, né?) continua sendo um bar "decente", com higiene, equipamentos de som legais e gerência pra lá de honesta.

Mas hoje, eu vejo algumas pessoas reclamando de várias coisas. Bom, em parte isso ocorre porque nesses cinco anos nosso público se refinou (sério!), com uma galera mais adulta e exigente. Não dá nem pra imaginar os fãs de hoje do Tubaína numa biboca como era o Alternative Rock Bar...

Algumas reclamações são impossíveis de consertar, como o tamanho do bar e as colunas que atrapalham a visão do palco. Outras, talvez dê pra atender, como uma melhora no ar-condicionado.

Então resolvi pedir que vocês me façam essas sugestões por escrito, pra que eu passe aos donos do Dinossauros.

Faço isso porque eu adoro esse bar, que hoje faz parte da história da minha vida. Se um dia eu escrever um autobiografia, certamente ele vai ganhar um capítulo, dos grandes. E, se depender de mim, vou continuar tocando lá pra sempre, mesmo que comecemos a fazer shows em outros lugares.

Por isso, quero que o público esteja na mesma vibe.

Como um dinossauro do rock independente paulistano - pois estou nessa vida há 19 anos -, posso garantir: espécimes bacanas como a Silvana e o Oséias estão extintos faz tempo...

Então aproveitem e façam suas sugestões! Certamente eles vão levar em conta.
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Postado por Paulo Mancha em 16/11/2005

Reforma ortográfica 12/11/2005
Recebi por e-mail este texto. Aderi imediatamente à idéia, e resolvi colocar aqui no brógue.

REFORMA ORTOGRÁFICA

Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica.
Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo.
Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.

No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüência vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.

Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe. Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela",uza-çe o "J" pra facilitar ainda mais a vida da jente.

No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos kraze aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando çerio já vaum tarde.

No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu.
Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo.
Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.

No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.

Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempre çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us eskrito i ate us politiko olia ço ki maravilia.
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Postado por em 12/11/2005